Quando há indivíduos pouco confiantes em si mesmos, com maus hábitos e influências desde cedo e rara rigidez na convicção com que ensinam - sendo os mesmos, pais de outrem - correm as crianças, filhos desse alguém, o risco de crescer semelhantes, mas com cada vez menos preparação para a realidade ou cada vez mais preparados para a real criminalidade.
A deficiente instrução (alimentada pelos progenitores), a falta de responsabilidade (incitada pelos exemplos... ou falta deles), a carência de respeito (normalizada pelo desprezo dado pelos encarregados de educação ao seu educando), a observação não real nem fiel dos factos importantes ao longo do crescimento da criança (fortalecida pelo esquecimento do particular pormenor de que a "criança", amanhã é um individuo...) e, o trabalho árduo (cansativo, enfadonho até, para alguns) que é dar educação, são consequências e factores cada vez menos toleráveis nas sociedades, para que a vida de todos melhore e haja pacificidade e respeito mutuo.
Infelizmente, os erros básicos e aparentemente inofensivos, de pais para filhos, ao longo da vida de cada família, tornam-se grandes problemas e perguntam-se muitos pais o quê? - "Onde é que nós errámos...?" - com um ar totalmente perdido e inculpável... Erraram muitos, sim, e em muito; lamento dizer-vos.
A velha história de que as criancinhas não podem ser contrariadas, dá bom azo a que elas cresçam achando que não devem de facto sê-lo e quando alguém lhes pede para fazerem algo ou as contraria, é vê-las a matarem os pais, chegarem à escola com armas e matarem os colegas à queima roupa, suicidarem-se, assaltarem, roubarem, etc., etc.... (deixo à mercê da realidade outras mais prováveis coisas), pois não aguentaram a pressão de serem privados da sua vontade ao fim de tanto tempo de lhes ser apoiada a vontade de fazerem o que querem e bem lhes apetece. E se não fizerem isto tudo que foi escrito, fazem outras coisas ou acumulam maus hábitos para continuar a ensinar. E estes que são mal ensinados - um dia pais ou não -, serão indivíduos e antes de serem pais, são ou foram filhos e membros da sociedade! A sociedade que temos.
Diana Estêvão (2008)

Faço das tuas, minhas palavras..
ResponderEliminar(Já agora, esse não é o porto do Cais Sodré (para quem vai para a margem Sul)?)
É sim, senhora! ;-D
ResponderEliminarObrigada pela leitura!
Em primeiro lugar, quero dar-te os parabéns por este artigo! Perdi tempo a ler e sinceramente não estou nada arrependido.
ResponderEliminarSegundo lugar gostei imenso da fotografia usada, tirada do Cais do Sodré, pois conheço isso. :P
Continua com o teu bom trabalho =)
Bem minha querida jovem que nunca esqueci, valeu apena encontrar-te. Uma jovem com talento e debruçada por um primentes problemas sociais, a educação.
ResponderEliminarHoje fico feliz de encontrar uma jovem que conheci numa escola ainda quase menininha e hoje uma mulher com esta maturidade de escrever assim o que deveria ser a educaçao das pessoas para serem felizes e fazerem felizes os outros. Obrigada DI pela tua amizade.Um beijinho muito grande
Ola Amiga Di. Quero felicitar-te pelo excelente artigo. Tens razão no que referes, mas eu trabalho com crianças e gosto muito, embora às vezes alguns sejam muito mal-educados e choram por tudo e por nada, se lhe dizemos um «Não» está a torneira entornada.
ResponderEliminarHoje em dia, os pais para ficarem longe dos filhos fazem tudo e mais alguma coisa, porque simplesmente não estão para os "aturar" e deixam isso para o outros, ou seja os educadores e os auxiliares que "aturem" as suas birras e mimos, porque eu não estou para isso - Pensaram muitos assim.
Eu não, eu penso em dar amor aos outros, e as crianças muitas vezes têm falta disso. Eu vejo isso no meu trabalho, elas ficam tão felizes quando lhes damos um abraço, um beijinho, e é bom receber em troca o mesmo sentimento de afecto.
Haveria muita coisa a ser mudada na sociedade, não só em termos de educação.
Beijokas, minha querida amiga.
Adoro-te!!!
Alexandra Esteves