Entra-se mais fundo no poço,
Que lentamente nos engole; é mais
Do que ficar triste,
É o desejo de morrer, desaparecer,
É ansiar a morte.
É não ter mais lágrimas para verter,
Estar seco, chorar por dentro,
Apodrecer.
É agonia subtil demorada,
É sentir que se é nada.
É mais que sofrer-se sozinho,
É sentir o corpo ausente,
E sobreviver com o espírito morto,
Fazendo por vezes,
Sofrer os que gostam de nós e nos sentem...
É dor que não se sente,
Vive-se com esse sentimento;
É o consumir das entranhas podres e
Apodrecer a alma,
É ter lágrimas de sangue e esconder a face na máscara;
Percorre-se estradas longas de retrocesso que pára a vida;
O tempo corre morto, a vida, que não o é,
Passa e leva-nos o tempo,
Esse, que nos leva a vida, essa que não a temos;
E nós, levamos a carne que temos vestida,
À morte alucinantemente esperada;
Devolvemos a paz ao espírito
E (alguns dizem...) fazemos crescer a alma.
A depressão não se vê...
A depressão não se sente...
A depressão vive em nós,
Caso um dia, surja a oportunidade de nos vencer.
2003, Diana Estêvão
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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