Eu digo que tenho tudo controlado,
Mas eu sou demasiado sentimental.
Este meu lado esquerdo...
Já foi várias vezes machucado.
Várias vezes isto de brincar me correu mal...
Eu digo que cá me arranjo...
Mas só vejo forma de me arranjar um amor...
Quero sair, mas fui eu quem quis entrar...
Fui eu quem deixou isto voar...
Fui eu! Quem quis provar este sabor!
A culpa não foi do cupido mascarado de anjo...
O lado esquerdo chora...
E parece que gosto de viver como poeta...
Que vive a vida na amargura da hora...
Que troca esta acidez tão secreta
Por um poema que fugazmente devora!
É uma dor que demora...
E o meu lado esquerdo chora...
Não sei se te quero,
Ó tu! Que me consomes os pensamentos...
Nem sei se te não quero...
Que isto é um rebanho de sentimentos!
Quanto mais penso mais me perco...!
Neste mar de desejos ardentes...
As incertezas conferem ansiedade à vida.
A ansiedade é filha da adrenalina...
A adrenalina é culpada pela súbita subida
De coragem e desinibição num ser...
Posto isto: que era da vida sem incertezas?
As certezas exterminam um possÍvel acontecer.
A certezas só servem para nos deixar morrer.
Amélia Rosa, Março 2010
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Repulsar o Desejo
Desenlaças-me a vontade protegida;
A que não demonstrei,
A que guardei
Cuidadosamente escondida.
Ao olhar-te, os teus olhos
Devoram o meu corpo vestido,
Despem-me a alma toda
E descobrem-me o segredo apetecido.
Escondi-me de ti
E o meu corpo não te viu.
Fugi do que senti
Mas o que senti
Dificilmente se encobriu…
As tuas mãos que não me tocam,
Sinto-as a devagar…?
Não são as tuas? São as minhas…
A imaginação insiste em enganar…!
De novo frente ao teu cheiro
Lanço-me e provo-te o sabor,
Trinco-te a alma cheia
E devoro em ti qualquer dor!
Não adianta fugir para o certo
Se o errado não existe.
O desejo ao estar perto
Embebeda o corpo que resiste.
Ofélia Castro
A que não demonstrei,
A que guardei
Cuidadosamente escondida.
Ao olhar-te, os teus olhos
Devoram o meu corpo vestido,
Despem-me a alma toda
E descobrem-me o segredo apetecido.
Escondi-me de ti
E o meu corpo não te viu.
Fugi do que senti
Mas o que senti
Dificilmente se encobriu…
As tuas mãos que não me tocam,
Sinto-as a devagar…?
Não são as tuas? São as minhas…
A imaginação insiste em enganar…!
De novo frente ao teu cheiro
Lanço-me e provo-te o sabor,
Trinco-te a alma cheia
E devoro em ti qualquer dor!
Não adianta fugir para o certo
Se o errado não existe.
O desejo ao estar perto
Embebeda o corpo que resiste.
Ofélia Castro
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