Desenlaças-me a vontade protegida;
A que não demonstrei,
A que guardei
Cuidadosamente escondida.
Ao olhar-te, os teus olhos
Devoram o meu corpo vestido,
Despem-me a alma toda
E descobrem-me o segredo apetecido.
Escondi-me de ti
E o meu corpo não te viu.
Fugi do que senti
Mas o que senti
Dificilmente se encobriu…
As tuas mãos que não me tocam,
Sinto-as a devagar…?
Não são as tuas? São as minhas…
A imaginação insiste em enganar…!
De novo frente ao teu cheiro
Lanço-me e provo-te o sabor,
Trinco-te a alma cheia
E devoro em ti qualquer dor!
Não adianta fugir para o certo
Se o errado não existe.
O desejo ao estar perto
Embebeda o corpo que resiste.
Ofélia Castro
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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Parece que formo a imagem, na minha cabeça, de dois amantes..muito bom Diana
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