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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O brilho intenso que emanas (Poema-prenda de aniversário a alguém querido)

Quem te olha nem sempre te vê
Com essa capa de alegria
Que envergas em ti
Neste Dia, mais um dia,
Ontem, amanhã, dia após dia.
És uma lição para mim,
Por mim falo e,
Julgo que por outros também,
Porque não sou só eu que te vejo, para além
Do brilho intenso que emanas
Mesmo com lágrimas que te escorrem por dentro
E não se vêm do lado de fora,
Esse lado que não chora.
És uma esperança, no olhar dos que olhas e tocas,
És como um
Poema que encanta a alma mais desgraçada
És uma marca na terra,
Mais ainda do que a terra numa marca negra,
És a felicidade numa criança cega,
És um mundo a fazer a translação à volta da paz utópica,
És o tempo a voltar atrás, quando ele não quer voltar mais,
És a libertação do gesto carinhoso condensado da humanidade,
És mais que humana, és um anjo que paira e não pára,
Porque ama.
Corres, segues, pulas, cais, mas não paras,
Pois: "Na natureza nada se cria,
Nada se perde, tudo se transforma",
E tu, lição, inspiração, és matéria que não morre,
És espírito que não torpe, és criança que ri,
Sorriso que não finda…
As palavras que da tua boca saem, nunca amargarão.
E surpresas não chegam, para te saudar,
Amar, ou até mesmo quebrar, pois não há quem te destrua
E quebre esse colorido que espalhas, pois não há gente como tu,
E se houvesse, mesmo podendo,
Não quereriam destruir
O que quer que fosse.
Se eu encontrasse palavras para te louvar, mas és tão grande…
Maior que as palavras, que a minha capacidade de te explicar.

Diana Estêvão, 9 de Dezembro de 2008 (entregue a 10 de Dezembro)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tirei-te da minha moldura

Tirei a nossa fotografia da moldura que me deste. A moldura que disseste ser para eu colocar uma fotografia nossa ou do L., se eu quisesse...
Cansei-me de esperar que viesses ao meu quarto ver-nos na moldura. Cansei-me, aliás, de muitas coisas. Às vezes precisamos de concretizar actos físicos para mover decisões dentro de nós; tirar-nos da moldura foi o meu «Adeus» a ti. A nós. E tem sido difícil dizer-te «Adeus». E acho que ainda não o disse com vontade. Vai aos poucos... É que o meu amor não acaba de um ano para o outro, como os que vejo por aí acabar... Julgo que nunca to prometi eternamente, porque sei que o ser humano é imperfeito, mas penso que foi melhor assim e dar-to sempre, que trair-te. Pois, mau, só mesmo prometer e não cumprir. Como fizeste.
A imagem que da moldura tirei, ganhou porém, lugar num dossier que até abro algumas vezes, para tirar de lá coisas... Não sou do tipo de rasgar fotografias e queimas cartas...! Guardo tudo!..., mesmo que a pessoa em questão já não me guarde no coração. Apesar de não serem precisas fotografias para que eu me lembre de ti - o meu amor fá-lo por elas. E agora elas são apenas um pedaço de papel cortante para a minha alegria..., que sangra ao focá-las. Mas eu sei que isto é como todos os amores verdadeiros: o tempo vai curando as feridas.

Tento convencer-me de que não fui eu que te perdi, que foste tu quem me perdeu...
Perdeste-me.
Mas o meu sentido racional explica-me que, só se perde o que se deseja, que quem não quer, nada perde.

Acabei por colocar na moldura a minha fotografia com o L. Assim quando olho sinto-me bem. É alguém que me quer. Andei a adiar a troca porque aquela moldura é complicadíssima de se usar... Tal como a tua pessoa é complicadíssima de se tirar de mim. Mas, se eu não tenho lugar em ti, para quê insistir em fazer-te merecer-me, se não me mereces?
Já pensei em retirar a tua imagem de outros lugares meus, onde te vejo mais vezes que a ti em pessoa.
Não te desejo o que de mal me aconteceu, pelo teu Ser ser tão imaturamente irresponsável neste acordo de sentimentos não cumprido... Mas, sei que inevitavelmente, há a probabilidade de com o tempo passado te lembrares da moldura que me deste e das fotografias que tirámos em tempos e, num velho sentimento de verdadeira saudade quereres ver, finalmente, a nossa fotografia na minha moldura... (...) ...mas aí, já o tempo vai longe e irás perceber (talvez por outros meios) que a moldura se trancou a imagens nossas e aí poderei dizer-te que:
"Não fui eu quem te perdeu."

Diana Estêvão, Setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Um brinde a uma amizade de uma década!


Encantas o mundo com esse teu sorriso,
que todas as manhãs vestes,
que veste o coração de todos
com uma alegria
de que muitas manhãs já não são capaz.
Mas não é apenas o teu sorriso
que me faz amar-te, tal como outros te adoram...
Apaixonas este e outro mundo
com o teu espírito livre,
que dá asas a quem te sente.
Mas não é apenas essa liberdade que me apaixona,
como o mundo se apaixona por ti.
A tua alegria,
alegra o Sol,
o Mar,
o Vento,
o Tempo... o mundo envolvente...!
Num tempo em que o mundo... deprime.
Mas não é, mais uma vez,
apenas a tua alegria que me alegra e fascina,
como as gentes se alegram ao ver-te passar...
Não são apenas os teus sonhos que me fazem sonhar...
O que me fascina por inteiro, e me leva a permanecer,
é a tua força de viver,
o teu ser singular,
a tua alma poderosa,
que trás do céu a magia que a terra implora...
Na certeza do teu doce olhar.

Diana Estêvão, 2005

Forte Chama Fria

Deitas-me numa confortável cama suspensa
Ao Sol que me ilumina,
Trazes-me encoberta a paz da vida,
Mostras-me essa tua ilusória visão
Através da minha danificada retina
E queres que te dê a mão,
Porque sabes que é longa a subida.

Postos os valores de ferro lá no alto,
Os carinhos de papel pesam e começam a cair!...
Ninguém os agarra porque afinal, são leves em demasia.
Perdem-se pelo asfalto e é vê-los a ir...
Quase a cair no lago das desvontades,
Agora, quem os quis um dia, já não queria...

E traída uma promessa de carinho eterno,
A velha desconfiança por excesso, agora confirma
Que a demasia não cobre uma vida e
Nem aviva a nossa chama
Que afinal numa das metades, é tão fria...

E num último desabafo de esperança e espera
Tiras-me tudo e o resto num gesto!
Revelas a tua real frigidez, que me supera
E eu caio nua da cama que me fizeste!
Sem a tua mão e protecção...
E eu desisto.

O tempo ensinará a amar quem não mereceu o amor.
E no silêncio e na solidão
Todos se lembram de quem realmente os amou.
Jamais o tempo dará a felicidade de ter de novo no coração
O que perdemos em mãos... E como o tempo nunca perdoou
Sei que no silêncio, vais lembrar-te de mim.


Diana Estêvão, 2009

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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