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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Forte Chama Fria

Deitas-me numa confortável cama suspensa
Ao Sol que me ilumina,
Trazes-me encoberta a paz da vida,
Mostras-me essa tua ilusória visão
Através da minha danificada retina
E queres que te dê a mão,
Porque sabes que é longa a subida.

Postos os valores de ferro lá no alto,
Os carinhos de papel pesam e começam a cair!...
Ninguém os agarra porque afinal, são leves em demasia.
Perdem-se pelo asfalto e é vê-los a ir...
Quase a cair no lago das desvontades,
Agora, quem os quis um dia, já não queria...

E traída uma promessa de carinho eterno,
A velha desconfiança por excesso, agora confirma
Que a demasia não cobre uma vida e
Nem aviva a nossa chama
Que afinal numa das metades, é tão fria...

E num último desabafo de esperança e espera
Tiras-me tudo e o resto num gesto!
Revelas a tua real frigidez, que me supera
E eu caio nua da cama que me fizeste!
Sem a tua mão e protecção...
E eu desisto.

O tempo ensinará a amar quem não mereceu o amor.
E no silêncio e na solidão
Todos se lembram de quem realmente os amou.
Jamais o tempo dará a felicidade de ter de novo no coração
O que perdemos em mãos... E como o tempo nunca perdoou
Sei que no silêncio, vais lembrar-te de mim.


Diana Estêvão, 2009

2 comentários:

  1. em que pensavasa??
    curiusidade =)
    ta giro bjs

    : O anonimo ha ha ha

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  2. Boa Noite!
    Andei a actualizar umas coisas no meu blog.
    Nao pude deixar de passar aqui. Queria ver o que tens andado a escrever... E tens aqui trabalhos fantasticos. Li-os com bastante atençao. Gostei bastante deste teu poema*
    Principalmente a parte final... Denotas bastante o poder castigador do tempo! :D
    Parabens*
    Continua =) Beijinhos

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