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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Próprio de Amor

Há uma metamorfose necessária

(E um tanto forçada)

Que vinda por uma dor primária,

(Não curada)

Me confronta com a minha faceta solitária

De Mulher Por Mim Mal Amada.


Tudo tem sabedoria em acontecer,

Tudo é Gratidão...

Mas muitas vezes pergunto ao meu Ser

Se tudo isto é mesmo certo (ou não?)...


Tantos momentos perderam a cor

E eu dou por mim a saborear

O que não tem sequer mais sabor,

Na esperança de Me Amar

Da forma que me venderam o Amor!


Diana Marques Estêvão 

4 de Julho, 2025







sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Medo de?

Procuro algo que não sei bem o que é.

Acredito que persigo sensações e emoções, não pessoas. E abraço olhares e mentalidades pelo Planeta fora em busca deste estímulo intelectual e emocional.

Conheço-me conhecendo o outro.

Sozinha sou imensa, mas em conjunto com os outros seres, sou eterna.

Persigo o que expande o meu sentir e desbloqueia o meu complexo Chakra Cardíaco, mesmo que o medo de sentir colida com o desejo imenso de conexão emocional em profundidade.

Acredito que esta dualidade me tenha adoecido.

Intensidade na forma de sentir e medo de sentir intensamente.

Estará a cura para isto, no sentir desmesuradamente sem medo do amanhã?

Ultrapassar o apego sentido, quando perdemos algo que apreciamos usufruir? (Mas que nunca nos pertenceu.)

Quanto de mim compreende que não tenho nada a não ser o que sinto?

Nada me pertence e nem mesmo o meu sentir será meu para sempre, pois até esse se transforma em conjunto com o que sinto, que um dia se desvanecerá.

Todo o sentir e sentimento se transmutará quando a carne se for ou mesmo encarnada, quando nada mais estimular esse sentimento.

Nada é para é para sempre, mesmo que demore. Nem a dor mais profunda ou o medo mais aterrador.


Diana Estêvão 

Setembro, 2024







domingo, 13 de novembro de 2022

Anjos & Demónios

Quero ver melhor, mas está um manto púrpura

À frente dos meus olhos enevoados…

E só vejo brilhantes quando te vejo!

Quero ver-te melhor mas

Os meus olhos estão fechados a sonhar contigo.

Há algo em mim que cai a teus pés,

Que torna tão fácil me seduzires

(Sem sequer te esforçares)

Há algo que me amolece sempre que me chamas.

Não há nada que eu veja em ti que me afaste de nós.

Acho que os teus anjos querem falar com os meus…

E eu a ver os meus demónios a chamar os teus para brincar.

E nesta queda que dou,

Sinto-me a voar…

Estas são as reticências da nossa intensidade.

E há algo sobre ti que me faz desejar-te e pensar-te, arfando…

E quando sorris eu suspiro com a intensidade do teu brilho.

É o manto da ilusão…? É a minha carência a transbordar?

Ou são as nossas almas a celebrar?

Os meus lábios chamam os teus,

Chamam os teus,

Chamam os teus…

Arrepio-me, suspiro... 

Dá-me beijos…

E nesta queda que dou,

Sinto borboletas a voar dentro de mim.

Crescem-me asas nas minhas costelas

E danço para ti como se fosses o único Homem no Universo.

 

 

Novembro, 2022
Dìäna Estëvaö

terça-feira, 2 de agosto de 2022

A POEM FOR A SOUL

 I DON´T KNOW WHAT'S GOING ON...
 BUT I KNOW YOU DESERVE THE BEST.
 WHAT FILLS YOU WITH HAPPINESS AND FAITH.

 THEY BLA BLA BLA...
 BUT IN THE END:
 YOUR HEART...IS ONLY YOURS...
 THEY SAY YOU DON'T KNOW WHAT YOU HAD GOT...
 BUT IN THE END:
 YOU'RE THE ONLY ONE WHO KNOW.
 YOU MUST NOT APOLOGIZE FOR WHAT YOU SHOULD HAVE DONE.
 AND IN THE END...

 I REALLY HOPE YOU FIND WHAT YOU'RE LOOKING FOR...
 FIND WHAT YOU'RE LOOKING FOR...
 ...WHAT YOU'RE LOOKING FOR.

 

DME

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Viagem sem volta

Nesta viagem, estamos a chegar ao final.
Eu vou na frente, agora..., mas não estou feliz.
Já estive a teu lado e
Sempre que apressamos o nosso passo
Puxei-te tantas vezes para trás...
Ao menos tivesses percebido...
Não queria que a nossa viagem terminasse.
Não quero que seja doloroso.
Não te quero magoar.
Magoaste-me tanto.
Chorei como nunca.
Agora sou eu ou tu, eu ou tu,
Digo-me todos os dias:
Sou eu ou tu... eu ou tu...
Nesta viagem escolho-me a mim.
Queria que fosse um pesadelo,
Daqueles que acordamos.
Aqui não acordo,
É um pesadelo acordada.
Escolho-me a mim.
Escolho-me a mim.
Eu escolho-me a mim.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Vento

Há um vento suavemente intenso
Que não é brisa nem ventania
Que eu sinto ao te sentir,

Quando te sinto a energia.
Consigo sentir esse ar, morno,
Que passa pelo meu peito
Com transtorno,
Deixa-me sem jeito…
Vibra, imperfeito,
E de passagem,
Não fica nem vai…
Faz-me uma massagem no peito
E dele o meu coração cai.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Engolir o coração

Sempre dei comigo a tentar engolir o coração
De cada vez que não quero sentir algo
Ou não quero sentir tanto…
Vomitei-o todas as vezes que tentei comê-lo.
E acho que senti ainda mais intensamente
O que não queria sentir nem ver.

domingo, 5 de dezembro de 2021

Voa-me.

Para lá da névoa
Que nos tem.
Para lá do véu
Que não nos deixa ver
Quem somos.
Voa-me.
Sustem-te na minha vibração.
Respira-me.
Atravessa a minha energia.
Voa-me.

Toma-me.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Labareda

Intensa labareda, chama que me chama, 

Que me preenche o corpo vazio de ti

Cheio de vontade de te tomar na cama

No chão, nas paredes que por dentro senti!


Na esperança de te fazer perdurar

Pintei-te difusa na minha tela esquecida.

Decorei as tuas formas na minha mão

E desenhei o teu corpo na minha mente adormecida...

Eu não quis senão agarrar-te com a emoção

Que trago desde que te conheci despida...


Soube a pouco o que me deste 

Em comparação com o que deixaste em mim!

Já se evaporou dos meus dedos

O cheiro que trazias a tesão e alecrim.

Quero-te, porque és parte dos meus segredos

E não foi suficiente, quero dar-te orgasmos sem fim

Sem ter receio dos teus medos.


Na esperança de te voltar a sentir

Escrevo-te incendiado pelo teu elixir...

E se me leres e ignorares 

Pensa nas vezes que te fiz vir

E revive como é bom te demorares

Com a tua vulva na minha boca...



Mateus Marques, Dezembro de 2021

sábado, 20 de novembro de 2021

Dançando

Dançamos, tremidos...

É como se numa dança,

Tu e eu nos cordenássemos,

Mas fosse difícil decidir quem

Assume a emoção.

Quem assume a conexão.

Dançamos.


Descordenados.


Observamos o movimento um do outro.

Temerosos.


Aquilo que tememos, evitamos.

O que evitamos atinge-nos

Com uma força de quem nos espanca.

Não evitemos.

Procuremo-nos.

Procuremos dançar o melhor possível.


Mesmo sendo descordenados de noção.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Manifestação

Sou várias numa só, pessoa.

Multipolar, variada, multifacetada ou
Avariada, como alguns me querem chamar.

Sou a Mulher, Ser Humano, Espírito, pessoa,
Artista, que muitos não entendem e continuam a errar.

Enganem-se se não somos todos assim,
De facetas várias e estados de espírito e afins…
Quando entendermos todos que somos energia,
Vibração, harmonia que se desarmoniza e revolta
Com a emoção, sensação e oscilação destas ondas invisíveis… Seremos mais felizes.

Somos todos mais complexos do que queremos aceitar.
Somos todos mais criadores do que o que aceitamos criar.
Somos experiências de cura, a curar.
Manifestem-se, que a vida sem emoção é cinza.

Eu sou Manifestadora.

Novembro, 2021

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

A minha Verdade

Quanto do meu corpo

É Arte?

Quanto do meu corpo

É Segredo?

Quanto dele é lembrança?

Quanto dele é meu?

Quanto dele sou Eu?


O meu corpo nu

Despe-me da monotonia

Do dia-a-dia...

Regresso a mim quando me toco.


Com o meu corpo faço a arte

De me abraçar, Voando.

Com o meu corpo Abraço-me,

Arfando e suspirando de amor e

De vontade...


Não fosse eu a minha casa

Não faria sentido abrigar-me

Onde repouso todos os dias...

Onde me deito quando quero sonhar,

Onde choro quando me quero derramar.

Onde me venho quando me quero amar.

Não é belo termos um corpo para abraçar?


Vou usando o meu corpo e permito

Que ele me use a mim.

Com as imensas sensações

Que nos podemos dar...

E é de mim que me alimento!

Comendo as minhas verdades...

Bebendo dos meus sentimentos...

Respirando as minhas Vontades...

Respirando Vontades.

A minha Verdade.


segunda-feira, 14 de junho de 2021

Caminho da Vida

(Quis deformar-me para caber melhor onde nunca foi o meu lugar.)

Peguei nos meus cabelos e beijei-os.

(Quis ser outra qualquer, sei lá...)

Peguei nas minhas mãos e agradeci por me levarem a sentir o mundo.

(Fiquei muito tempo onde não respirava, eu sei lá porquê...)

Abracei o meu peito dorido e disse que gostava de estar nele enroscada.

(Temi muitas vezes a minha Luz.)

Então encostei o meu ouvido ao meu coração e escutei a música...

(Chorei muitas vezes.)

A minha mão direita agarrou a esquerda.

(Outrora abandonei-me)

Como não me emocionar ao reencontrar a minha Alma?

(Primeiro rejeitei-me.)

Aceitei-me.

(Antes recusei-me.)

Eu estou primeiro.

(Tive vergonha da minha Luz.)

Deixei ir.

(Fingi ser menos do que Sou.)

Pedi a mim para ser quem Sou Agora.


Aceito-me.



domingo, 4 de abril de 2021

AVontade de renascer... aos 33.




Segurei durante anos esta vontade!

Uma força irresistível de me virar para mim, como se todas as forças que não se veêm me puxassem a mim e me dissessem:
Segue-te!

E eu segui muitas vezes o meu coração, essa metáfora que ilustra a nossa vibração e amor!
"Vai a correr para ti, fica contigo, a sós e diverte-te!"
E como se eu fosse um lugar cheio de magia, luz e esperança, felicidade e alegria... Eu corria mesmo de escola para casa e mais tarde do trabalho para casa para estar comigo!

Dançar! A paixão secreta!
A terapia que todos deveriam experimentar...

Mas a vida puxa-nos muito para fora, como se nos testasse a nossa vontade.
E nem me segui.
Segui inclusive paixões de outros e fiz muitas pessoas brilhar! O que também é fantástico. E seria lindo só por si, se eu não tivesse vindo para brilhar incandescentemente por mim e para mim!

Aquele chamamento forte que eu ignorei tantas vezes, hoje entendo-o! Foram precisos 33 anos?

Desde que me lembro de mim, há uma força deveras irresistível em estar comigo, em escrever, cantar, dançar, virar-me para mim, seguir a minha vontade, a minha música interior... Criar coisas novas!
Segue-te, sentia eu...

Fico a pensar hoje quantas pessoas vivem assim a correr delas próprias, porque acreditam que têm de ganhar vida e o ganho está fora delas... Quantas?

A vontade de me seguir! Sentia eu...
Não me digam que sou a única?

Porque fugimos tanto de nós?
Que foi isto que nos ensinaram de crescer longe de quem somos de verdade?
Quantos de nós fugimos da nossa voz?

Renasci das cinzas novamente e hoje em dia entendo que é este o meu processo interior contínuo para me apurar e crescer.


2021.04.04


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

O lado de Luz de Medusa

O lado de Luz de Medusa que ninguém conheceu na história...
Medusa orgulhava-se da sua beleza, enquanto a tentavam convencer que vaidade é veneno.
Medusa, a bela que encantou, que se encantou e a quem desencantaram.
A jovem que sonhou e se apaixonou. Ousada. Jovem. Castrada. Cuja sexualidade foi violentada e distorcida como sendo Medusa, a Monstra. Medusa não foi vilã, foi vítima!
E não, Sexualidade não é sexo, redutor seria dizer que sim.
Medusa, dona de uma beleza inigualável, contam, irritou uma Deusa...
Sedutora jovem, que foi morta com um filho no ventre.
Não consigo ler esta história sem ver uma metáfora para uma realidade escondida.
Como eu leio esta história e adapto imediatamente à realidade...
Vamos honrar a Medusa, que foi mandada matar por uma mulher.

Medusa sou eu.
Somos nós.

Somos todas as mulheres castradas pelo nosso potencial e espontânea sexualidade, sensualidade e poder!
E o pior é que somos castradas por nós mesmas!
Até quando vamos castigar-nos por sermos mulheres? Por termos o corpo de uma forma ou de outra?
Por usarmos uma roupa, trapo ou não usarmos?
Até quando vamos castigar-nos pelos erros dos homens?
Ele só foi porque ela teve culpa? Seja ela amante, a "cabra", seja ela esposa, a "distante"...
É mesmo sempre por causa delas?
Vamos crescer juntas, partilhando conhecimento e potencial.
Devemos sentir-nos belas e poderosas. Sem limites. Sem constrangimentos nem complexos! Sem ciumes ou invejas.
Até quando nos iremos afastar umas das outras em vez de unirmos a força que temos juntas?
Ensinaram-nos a extinguirmo-nos. Atenção... Foi uma cilada. Atentem... Foi esquema. Há um medo terrível que nos unamos.

Juntas somos a Força do Universo.






P.S.: Quem ler a história de Medusa, vai identificar duas personagens masculinas que ñ citei e que contribuíram diretamente para a morte desta personagem.
Uma engravidou Medusa e outra decapitou-a.
Todavia, propositadamente foquei a culpa numa personagem feminina, quanto ao desfecho da história, porque sinto que é assim que temos tendência a salientar a culpa da mulher, em tudo... Subtilmente.
Gostaria que percepcionasem como é!
Está incutido.

sábado, 28 de novembro de 2020

Mensagem ao mundo


Despertei, depois de uma curta noite a sonhar atribuladamente e com micro despertares em pensamentos confusos e fugazes.
É madrugada e à bocado, foi como se algo me puxasse dentro de mim para fora da cama e eu sentisse:
é agora.

Trabalhei durante mais de uma década com toda a minha criatividade sempre para outrem. Várias marcas e empresas tiveram e têm a minha mente criativa e dedicada ao seu projecto.
Mesmo quando criei a minha empresa há 9 anos atrás (que nunca vingou) com muito trabalho, nada daquilo era a minha vontade e a minha paixão, fui atrás de uma vontade de criar de outra pessoa, apoiada na base de outro, com a motivação de criar algo. Mas o que criei não foi meu.
Ao longo destes anos a trabalhar em vários projectos de outros, ganhei a experiência necessária para inclusive ter segurança de dizer que sei exactamente o que é preciso para fazer acontecer.
Claro que criei pequenos projectos só meus, porque sempre tive um grito dentro de mim que várias vezes me invadiu e a vontade de criar sempre fez parte do meu nome. E criei várias vezes. Mas no final, eu apenas escondi, não acreditei, recusei, até cheguei a apagar a minha arte. Custa-me admitir, mas, eu tenho de admitir, eu recusei-me. Talvez me recuse há 32 anos.

Porquê?

Porque me recusei?
Existe alguém em mim que em algum momento não foi encorajado? Não teve apoio na devida altura? Cortaram-me as asas e lançaram-nas num abismo para eu não as ver mais?
Talvez.
Estarei a assumir o papel de vitimização?
Talvez.

Quero concentrar-me em permitir-me ser mais e se alguma vez alguém não foi capaz de melhor, inclusive eu mesma, vamos perdoar. Eu perdoo. Perdoo-me por ter fechado tantas vezes a minha criatividade num quarto escuro. Onde não há luz nem cor e tudo é frio, nada cresce a não ser as bactérias. Não quero mais fechar a minha criatividade em sítios desses. Aí nada de bom cresce e pensamos que nada de mal acontece, mas as bactérias não se vêm a olho nu. As bactérias abundam neste mundo e nem todas são boas.

Não quero desvirtuar a mensagem que me trouxe.

A minha vontade de criar incendiou-me esta noite. O fogo não me queimou desta vez, ele aqueceu-me.
Deixei de ser lume brando, chama intermitente. Sinto-me incandescente!
Quero sentir-me assim para sempre.
E sem culpa.
Quero criar mais de mim, quero pedaços da minha essência em todo o lugar, por todo o lado. Eu mereço!
E se for à escuridão novamente, que seja para iluminar!
Que a minha luz ilumine.

Sejamos todos esta chama que nos chama a nós mesmos! Sem culpa! Sem julgamento.
Não quero mais julgamento, não aceito!

E eu tenho muitas coisas a criar, para mim!
Chegou agora a altura de olhar para dentro e transbordar de mim sem vergonha.
Porque eu tenho uma mensagem que grita em mim há anos!
E eu não tenho de chegar a todos, basta chegar a mim mesma.
Já serei feliz assim. Fugi de mim muito tempo.
E não quero mais fugir.
Porque eu trago boas notícias.
Eu trago uma mensagem ao mundo.



Diana Marques Estêvão









quarta-feira, 23 de setembro de 2020

A vida é uma fotografia e tem o tempo de um flash!

 







Adiamos como se todos nós fossemos eternos.Até posso ser jovem, mas não sou eterna e o que me dói é que os meus pais têm uma falsa eternidade pela frente menor que a minha.
Congelamos a felicidade, o convívio e os encontros desta vida como se ela nunca findasse.

Congelamos a parte da nossa vida que conteria nela o tempo para a família, os momentos com nossos amigos... como se eles pudessem estar sempre cá amanhã!

Cada dia que nasce adiamos as palavras que desbloqueariam tantos mal entendidos, tantos abraços perdidos e vem um dia que entendemos que algo desconforta o nosso íntimo.

Eu senti Saudade quando acordei da névoa onde estava.
Aquela que me fazia adiar todos os dias e semanas os abraços aos meus pais.
Dizer-lhes que são muito importantes para mim e que lhes desejo o melhor deste mundo e da vida!
Dizermos a quem amamos que gostamos deles.
Família, amigos, sejam quem forem eles.
A vida é uma fotografia e tem o tempo de um flash.







* FLASH! *







Há um clarão que nos acorda quando congelámos demasiado a vida.
Podem ser a mistura de saudade com culpa, por não estarmos tão presentes quanto poderiamos, desejariamos, conseguiríamos estar. E Queremos mesmo?
Por não termos proferido as palavras que alegrariam os dias deles.

Esse clarão procede após um tempo de escuridão, onde só enxergamos obrigações, tarefas, trabalho, contas para pagar, cansaço... E não, nós nao somos culpados. Somos responsáveis pelas nossas decisões.
Esse clarão deu-se na minha vida há pouco tempo.
Eu vivi uns anos numa falsa normalidade que me pedia tanto a cada dia e a cada hora que eu congelei tudo na minha vida como se fosse apenas uma semana perdida. Mas foram anos.
E despertei.
Não senti apenas culpa, Saudades e sensação de abandono. Eu sinto remorsos. Sim, remorsos, por não ter estado mais presente, por não ter conversado mais, porque sinto que abandonei.

Quando acordei, felizmente ainda todos estão cá.

A vida tem o tempo de um flash...

E à data de hoje:
Quantas pessoas contam vocês na vossa fotografia?








* FLASH! *

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Conto da Flor com Asas


- Doce planta, que espécie és tu?

- Não sou uma planta, sou uma Flor.

- E que folhas são estas que vestes?

- Não são folhas, são asas.

- És uma flor com asas, então, doce Flor?

- Não sei se sou doce, mas sim, sou uma Flor com Asas,
Pois à noite as minhas raízes soltam-se da terra e voam comigo.

- Que bela que deves ser quando voas à noite com as tuas raízes a esvoaçar contigo.

Que espécie és tu que voas à noite e em vez de folhas tens asas, que não precisas das raízes na terra e sais a voar?


Sou a flor que ninguém conhece nem ninguém sabe existir.
Sou discreta e adormecida ao amanhecer e desperto ao pôr do Sol cair.
As minhas folhas não são asas como as vês quando estou a dormir.
Doce ser, nem tudo é o que parece quando observamos com sentir.


...


E já era de noite.
Ela voo.




sexta-feira, 24 de abril de 2020

Amor, Acorda!


Amor, acorda!

Liberta de uma vez
Esse coração de Gárgula,
Em pedra,
Que antes só vivia à noite,
Enquanto todos dormiam,
Com medo de ser destroçado.
Já passou, Amor.
Estás comigo.
Está tudo bem.
Encontrámo-nos.
Eu sei tratar de Pedras Preciosas…
Como a pedra filosofal…!
Vem com tudo o que tens,
Eu não te faço mal.
Somos mais do que ossos quebradiços…
E eu acredito na esperança.
Eu sei que caminhaste em solos movediços,
Eu sei que perdeste a confiança.
A tempestade que atravessaste
Não volta mais.
És um homem que sobreviveu.
Agora recebe os raios de Sol.
Eu emano Luz, tenta vê-la.
A nossa felicidade está
Fora dos locais onde te escondes…
Sai da escuridão, ou deixa-me entrar.
Sente a minha luz e calor.
Deixa-me mostrar-te
O Arco-íris que me vai
Na ALMA!
Permite-me entrar no teu nevoeiro,
Permite-te desprenderes-te
Do conflito que te inquieta a calma.
O medo deixa cicatrizes, eu sei.
Eu não te vou magoar (-me).
Se não queres que o mundo te conheça,
Ao menos a mim,
Deixa-te voar-me.




Escrito algures em 2019…
Dedicado a todas as Gárgulas deste mundo.

Diana Estêvão

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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