Intensa labareda, chama que me chama,
Que me preenche o corpo vazio de ti
Cheio de vontade de te tomar na cama
No chão, nas paredes que por dentro senti!
Na esperança de te fazer perdurar
Pintei-te difusa na minha tela esquecida.
Decorei as tuas formas na minha mão
E desenhei o teu corpo na minha mente adormecida...
Eu não quis senão agarrar-te com a emoção
Que trago desde que te conheci despida...
Soube a pouco o que me deste
Em comparação com o que deixaste em mim!
Já se evaporou dos meus dedos
O cheiro que trazias a tesão e alecrim.
Quero-te, porque és parte dos meus segredos
E não foi suficiente, quero dar-te orgasmos sem fim
Sem ter receio dos teus medos.
Na esperança de te voltar a sentir
Escrevo-te incendiado pelo teu elixir...
E se me leres e ignorares
Pensa nas vezes que te fiz vir
E revive como é bom te demorares
Com a tua vulva na minha boca...
Mateus Marques, Dezembro de 2021

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