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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Labareda

Intensa labareda, chama que me chama, 

Que me preenche o corpo vazio de ti

Cheio de vontade de te tomar na cama

No chão, nas paredes que por dentro senti!


Na esperança de te fazer perdurar

Pintei-te difusa na minha tela esquecida.

Decorei as tuas formas na minha mão

E desenhei o teu corpo na minha mente adormecida...

Eu não quis senão agarrar-te com a emoção

Que trago desde que te conheci despida...


Soube a pouco o que me deste 

Em comparação com o que deixaste em mim!

Já se evaporou dos meus dedos

O cheiro que trazias a tesão e alecrim.

Quero-te, porque és parte dos meus segredos

E não foi suficiente, quero dar-te orgasmos sem fim

Sem ter receio dos teus medos.


Na esperança de te voltar a sentir

Escrevo-te incendiado pelo teu elixir...

E se me leres e ignorares 

Pensa nas vezes que te fiz vir

E revive como é bom te demorares

Com a tua vulva na minha boca...



Mateus Marques, Dezembro de 2021

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