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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

A minha Verdade

Quanto do meu corpo

É Arte?

Quanto do meu corpo

É Segredo?

Quanto dele é lembrança?

Quanto dele é meu?

Quanto dele sou Eu?


O meu corpo nu

Despe-me da monotonia

Do dia-a-dia...

Regresso a mim quando me toco.


Com o meu corpo faço a arte

De me abraçar, Voando.

Com o meu corpo Abraço-me,

Arfando e suspirando de amor e

De vontade...


Não fosse eu a minha casa

Não faria sentido abrigar-me

Onde repouso todos os dias...

Onde me deito quando quero sonhar,

Onde choro quando me quero derramar.

Onde me venho quando me quero amar.

Não é belo termos um corpo para abraçar?


Vou usando o meu corpo e permito

Que ele me use a mim.

Com as imensas sensações

Que nos podemos dar...

E é de mim que me alimento!

Comendo as minhas verdades...

Bebendo dos meus sentimentos...

Respirando as minhas Vontades...

Respirando Vontades.

A minha Verdade.


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