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sexta-feira, 18 de maio de 2012

A balança

Se em ocasião te olho e te consigo ver,
Então reparo-te... como quem se delicia.
Estes suspiros são da tua autoria,
És o culpado dos meus sorrisos e desta alegria.
Tanto quanto és autor da ânsia e euforia...
E tanto quanto, infelizmente..., para mim,
És o tão capaz de me magoar,
Pelo que já experienciámos, sabemos que sim.
Porque eu deixei-me te amar.

A sós somos mais nós, sem ter que explicar.
Mas quando apareces assim...
Sem eu te poder pegar...
Desejo descer o pano com que faço
As nossas quatro paredes de amasso
E olhar-te nos olhos sem perguntar se posso,
Beijar-te meu amor... como no nosso regaço!

A sós és bem mais tu, mesmo que me digas que:
Não é bem assim...
Porque essa tua capa é demasiado crua...!,
Não me digas que é de mim!...,
Porque eu sou para ti mais nua do que
A tua verdade já alguma vez me foi...
Não me mintas... rapaz...
Porque me ensinaste mais que todos
Que amar com esta verdade...
Dá-nos a melhor felicidade e a mestra desgraça...
Mas..., desde que este tão doce alento
(Que me plantaste há muito tempo)
Seja mais abundante que estas lágrimas e noites
Que me tiras sem pedir permissão...
Então eu aceito continuar a amar-te.
Tudo porque eu te dei o meu chão.
Para não dizer o de sempre...
Porque esse que se diz que se dá...
Afinal fica sempre cá...

Ofélia Castro


Maio - 2012

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