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quarta-feira, 7 de agosto de 2013


Despertas o que de mais jovem há em mim.
Toda eu sou flores quando me falas
E receio de ser demasiado velha para ti.
(Eu perco todas as firmezas que me fazem a alma.
Quando te encontro... Sou feita de cetim.)
Enrosco-me em pensamentos de mãos dadas
E conversas que nunca existiram.
Pergunto-me o que me falta para eu conseguir ser
O ser que poderias amar...
Pergunto-me onde falhei. O que poderia ter feito
Ou deixado de fazer.
Pergunto-me onde errei.
Eu não queria errar...
Todos erramos, todos sonhamos.
Já todos falhámos.
E eu pergunto-me o que poderia ter feito
Para que me amasses.
O que teria conseguido se tivesse seduzido
A tua alma, isto se ao menos,
Eu tivesse alguma vez conseguido
Ser capaz de tentar.
Também me pergunto se serias capaz
De ser seduzido, se te seduzisse.
Se é de sedução que a tua emoção se faz.
Se é por uma mulher que o teu coração se desfaz...
Estas irritantes questões todas, na minha cabeça,
Desfazem o meu Ego e sofro em silêncio por algo
Que já deveria estar morto. Esquecido.
E não apenas adormecido.
À espera de um estímulo e estúpido sinal...
Neste nevoeiro de momentos vagos e intensos
Que são a vida.
Faço uma inspiração longa e uma expiração
Mais longa ainda.
Demoro a recompor-me.
Porque eu nunca aceitei...!
Eu nunca aceitei
O facto de existires
(desde que me apaixonei por ti)
Tão longe de mim...
Tão longe do que sinto,
Quando sinto que somos tão semelhantes,
E que poderíamos ser tanto!,
Quando eu sei
Que ainda te amo.

Ofélia Castro



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