Despertas o que de mais
jovem há em mim.
Toda eu sou flores quando
me falas
E receio de ser demasiado
velha para ti.
(Eu perco todas as
firmezas que me fazem a alma.
Quando te encontro... Sou
feita de cetim.)
Enrosco-me em pensamentos
de mãos dadas
E conversas que nunca
existiram.
Pergunto-me o que me
falta para eu conseguir ser
O ser que poderias
amar...
Pergunto-me onde falhei.
O que poderia ter feito
Ou deixado de fazer.
Pergunto-me onde errei.
Pergunto-me onde errei.
Eu não queria errar...
Todos erramos, todos
sonhamos.
Já todos falhámos.
E eu pergunto-me o que
poderia ter feito
Para que me amasses.
O que teria conseguido se tivesse seduzido
O que teria conseguido se tivesse seduzido
A tua alma, isto se ao
menos,
Eu tivesse alguma vez
conseguido
Ser capaz de tentar.
Também me pergunto se
serias capaz
De ser seduzido, se te
seduzisse.
Se é de sedução que a tua
emoção se faz.
Se é por uma mulher que o
teu coração se desfaz...
Estas irritantes questões
todas, na minha cabeça,
Desfazem o meu Ego e
sofro em silêncio por algo
Que já deveria estar
morto. Esquecido.
E não apenas adormecido.
À espera de um estímulo e
estúpido sinal...
Neste nevoeiro de
momentos vagos e intensos
Que são a vida.
Faço uma inspiração longa
e uma expiração
Mais longa ainda.
Demoro a recompor-me.
Porque eu nunca
aceitei...!
Eu nunca aceitei
O facto de existires
(desde que me apaixonei
por ti)
Tão longe de mim...
Tão longe do que sinto,
Quando sinto que somos
tão semelhantes,
E que poderíamos ser
tanto!,
Quando eu sei
Que ainda te amo.
Ofélia Castro

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