Um poeta é um eterno apaixonado pelas extremas emoções.
Mesmo que não seja oportuno vivê-las num momento,
Escreve-as como se inventasse uma história com personagens que
Finge que inventa...
Mas são sempre, um pouco e um todo, dele mesmo.
Sonha acordado.
Sente.
Emociona-se.
Sente a necessidade de escrever.
Às vezes é mais forte que sentir vontade de comer.
São horas a escrever sem sentir sono, fome ou falta de qualquer outra coisa.
As palavras são-lhe uma injecção de heroína, adrenalina, paixão constante...
Às vezes semelhante à excitação sexual no seu ponto mais elevado de batimentos cardíacos...
Mas é mais que isso... é mais que carnal.
Ouve as frases que escreve e por vezes, a música é imaginada a acompanhar...
Para os poetas, escrever alimenta as horas de ausência de verdadeira aventura.
É como se o pensamento fosse a verdadeira vida e torna-se do tamanho do Universo...
E afinal a vida real já não vive mais naquele momento... a não ser para impulsionar o sangue
Nas veias que salientes enviam células vitais ao cérebro que está numa actividade "fervilhosa"!
Se pintassem o pensamento seria o melhor movimento artístico jamais visto...
Quando escrevemos, vemos coisas que os não poetas são serão nunca capaz de saber que existem.
Um poema nunca fará justiça ao que está dentro de uma mente.
Um livro nunca terá toda a intensidade que o escritor sentiu...
Um filme nunca será suficientemente figurativo do que verdadeiramente se vê naqueles minutos e horas e dias de exaustão de hormónio no teu corpo...
E se te interrompem este momento, há uma frustração tal, que então passa tudo a ser tão carnal...!
Como um orgasmo que estava a começar e pára subitamente.
A raiva não te deixa continuar... a quebra não te deixa de novo excitar...
É frustrante querer escrever e não acontecer. Não sai, não bruta, não escorre...
Sentes-te hemofílico e esvais-te em impotência de dom...
Ninguém saberá sinceramente do que falo, se não for poeta.
22.05.13
Diana
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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quarta-feira, 22 de maio de 2013
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