Pesquisar aqui!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Coração de corda

Ontem deixaste a tua marca nos meus lençóis,
E a tua presença ainda actua
Se eu fechar os olhos...
O teu cheiro é a marca que não quero perder,
A imagem gravada do teu olhar
Vai ser a chave que me vai prender.

Às vezes a lágrima sai...
Por ser eu tão feliz às escondidas.
Às vezes a verdade vai...
Por escondermos as nossas vidas...
Às vezes o pano cai.
A nossa mentira
É feita de palavras sentidas.

Se a nossa forma séria de sentir
Faz de mim uma mulher mais mentirosa,
De que vale adorar-te e oprimir?
Se és só sonho cor-de-rosa,
De que me vale amar-te se lhe vou mentir?

Quero fazer-te feliz e sentir que me sorris...
Não quero que te escondas
Cada vez que me sentires...
Não quero que sofras
Cada vez que te pedir para fingires!
Não quero perder-te,
Se um dia fugires.

Gostava de tornar-te realidade
No meu mundo verdadeiro
Gostava de sonhar-te acordada
Sem segredo nem medo...
Amar-te e ser amada.
Sem nenhum ou qualquer receio.
Dar-te a mão sem vergonha.
Abraçar-te e ser abraçada...
Sem ter de procurar um meio;
Deixar transparecer o meu desejo
E não amarrá-lo, como se fosse feio.

Gostava que o meu coração
Batesse por ti a toda a hora
E não apenas quando lhe dou ordem...
Meu coração de corda.



Ofélia Castro

2010

Sem comentários:

Enviar um comentário

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

Índice